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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Perfil: Helena Bonham Carter

Adoro HBC!
Não bastasse fazer de Bellatrix Lestrange uma vilã memorável, com sua versão totalmente possuída e mais punk do que o próprio Voldemort (Harry Potter), Helena Bonham Carter pendura em sua árvore de Natal cabeças decapitadas de Oompa Loompas, segundo a Wikipédia.
Imagino ela decorando a árvore, cantando I kill Sirious Black....

A atriz inglesa é muito cool, expressiva e interpreta com um carisma único, mesmo em papéis mais discretos como a Rainha Elizabeth, em O Discurso do Rei.
Nascida 26 de maio de 1966, em Londres, a estilosa HBC é indiscutivelmente a  musa do marido, Tim Burton, diretor de vários de seus filmes. 
Helena é bisneta de Herbert Henry Asquith, primeiro-ministro britânico 1908-1916.
Já foi indicada ao Oscar, ao Globo de Ouro, Sindicato dos Atores, BAFTA e Satélite de Ouro, entro inúmeras outras premiações. recentemente venceuo Bafta por O Discurso do Rei. 
Talento indiscutível, não...
Em 2012, HBC estará no cinema com Dark Shadows, de Tim Burton e Johnny Depp. O filme envolve seres sobrenaturais, como vampiros, lobisomens, bruxas e outros.

Filmografia
* Harry Potter e as Reliquias da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part II, 2011)
* Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010)
* Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part I, 2010)
* Discurso do Rei, O (The King's Speech, 2010)
* Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2009)
Super versátil em Alice e Exterminador do Futuro IV
* Exterminador do Futuro: A Salvação, O (Terminator Salvation, 2009)
* Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, 2007)
* Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007)
* Nosso Amor Do Passado (Conversations with Other Women, 2005)
* Fantástica Fábrica de Chocolate, A (Charlie and the Chocolate Factory, 2005)
* Noiva Cadáver, A (Corpse Bride, 2005)
* Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (The Wallace & Gromit Movie: Curse Of The Wererabbit, 2005)
* Peixe Grande - E Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, 2003)
* Ao Vivo de Bagdá (Live From Baghdad, 2002)
* Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 2001)
* Clube da Luta (Fight Club, 1998)
* Livre Para Voar (The Theory of Flight, 1998)
* Retorno a Howards End (Howards End, 1992)
* Hamlet (Hamlet, 1990)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscar goes to....

Nunca agrada todo mundo. Até hoje tem mané reclamando por Cidadão Kane!
But,

Achei justa a vitória de o Discurso do Rei. Seu grande rival, A Rede Social é ótimo também, e vai muito do gosto pessoal a preferência por um ou outro.
O Discurso vence porque além de ser um filme "redondo", ou seja, bem realizado e mais aos moldes tradicionais do cinemão norteamericano, tem interpretações fabulosas que enfatizam o aspecto emocional do filme. A Rede Social não emociona, não empolga. Você acompanha a história, até discute sobre, mas não se envolve emocionalmente. E cinema é emoção.
Fiquei felícissima pelo galante Colin Firth que adoro desde Simplesmente Amor. Que classe, o moço tem, mencionando Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush.
Bem diferente da Melissa Leo, hein. Não foi o palavrão que incomodou, mas a reação possuída-exagerada-forçada. #fail total.Outro momento incômodo: o coral de criancinhas: pensei que tinha dormido e sonhava com o Criança Esperança! Pesadelo!



A abertura foi bacana. Mais legal do que a interação com os filmes indicados, foi a menção do sempre sensacional De Volta para o Futuro. Com direito a De Lorean e tudo! A, teve o tá em todas Alec Baldwin..não entendo o quem veem nele...e até arrisco que incluíram o mala no vídeo de uma forma irônica.



Outro grande momento da noite, o mais divertido mesmo: Kirk Douglas, de bengalinha, que lembrou quantas vezes já perdeu a disputa

Meu momento mulherzinha: babei com os vestido de Anne Hathaway. Quero todos! é que enquanto as meninas sempre sonham com a roupa do casamento, eu sonhava em estar em um destes no tapete vermelho..
E Billy Cristal. Sei lá, sou saudosista nestas coisas, acho que o Oscar nunca mais foi o mesmo sem ele...


Por fim, um video com alguns dos momentos, Nem todos eu classificaria como melhores, mas como não sei editar...

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Oscar 2011: A Rede Social x O Discurso do Rei

Disputa boa e finalmente digna no Oscar deste ano. Os favoritos A Rede Social (ARS), venceu como melhor filme no Globo de Ouro, e O Discurso do Rei (ODR), que levou o prêmio no Screen Actors Guilde e no evento do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (DGA).
O ODR teria vantagem por serem os votantes da Academia de Cinena membros das duas entidades que o consagrou.

Na época do Globo de Ouro, eu torcia (sim, eu costumo torcer no Oscar) para ARS não só por ser um bom filme, mas também por ser extremamente contemporâneo e de uma forma irônica.
Ao mesmo tempo que aborda as novas mídias e formas de comunicação por meio da história do criador do Facebook, deixa evidente que a natureza dos conflitos entre as pessoas são as mesmas de sempre: traição por dinheiro e sucesso e dor de cotovelo por amor.
A Rede Social é um grande filme. Tem ótima atuação do protagonista, o excelente Jesse Eisenberg, é editado de forma eficaz - sinceramente, detesto aquela pirotecnia do Danny Boyle - roteiro inteligente e coerente. Mas é sua capacidade de repercutir que chama mais atenção: quem assistiu saiu comentando. Isto é muito bacana. E é puro espírito cinéfilo.
Para ter opinião formada, contudo, é preciso ampliar os horizontes. E conferi O Discurso do Rei. Virei a casa: ODR é mesmo um filme perfeito.
É no conjunto, como obra, que o drama sobre a luta do rei George VI para controlar sua gagueira em época onde os discursos começaram a ser transmitidos ao vivo pelo rádio, supera ARS.
Aula de atuação, tem o trio central com impecável performance. Colin Firth, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush parecem a realeza dos atores em cena. Do elenco geral, ressalva para Guy Pearce e seu exagero na retração do irmão que abdica o trono, Edward, para casar com uma americana divorciada. Pearce, aliás, frequentemente exagera...
Fora este detalhe, tudo é muito bem feito, desde produção artística, edição, roteiro, direção, diálogos, tudo funciona e complementa. A humanização da realeza acrescenta o fator emocional, que em um filme tão tecnicamente perfeito, pode ficar em segundo plano. E é impossível um filme empolgar sem envolver comprometimento emocional de quem o assiste.
Um filme para ver e rever e que deve se tronar um clássico, O Discurso do Rei teria meu voto.
É esperar pelo Oscar e torcer para que sua capacidade de escolhas equivocadas não se manifeste desta vez. De toda forma, entre os dois, é um duelo bem digno.