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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bye, Harry


É bem legal que esta geração que cresceu curtindo Harry Potter tenha uma referência bacana e saudável de entretenimento que envolva literatura e cinema. Estória bem contada e com muitos lances criativos.
O mais genial é que a saga foi crescendo de acordo com seu público. Se as primeiras estórias eram mais simples, infantis, com o passar dos livros, se tornaram apropriadas para a geração que começou lendo sua primeria aventura. A trama foi se complicando, foram inseridos novos elementos narrativos. Harry sofre várias perdas, passa pelas alegrias e dificuldades dos jovens. Tudo embalado em uma deliciosa fantasia literalmente mágica.
Só assim, os leitores de lá trás, que começaram pela Pedra Filosofal, puderam manter o entusiasmo de acompanhar o crescimento do bruxo, paralelamente ao seu próprio. Isto enraizou, com certeza, o gosto pela leitura nesta geração. Espero que os pais iniciem as crianças na estória do bruxinho. Uma vez despertado o gosto, não se perde mais...
HP já é referência. É citado em outras obras. E vai se perpetuas por gerações, pois ganhou lugar merecido na cultura pop.

Ah, eu queria ser JK Rowling, já disse? ter inventado esta mitologia bacana e ainda ficar trilhardária...!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Doodle da vez: Monteiro Lobato

Depois de Chaplin, Monteiro Lobato recebe seu merecido destaque na página de busca do Google.
O motivo é a comemoração do 129º aniversário do criador do universo do Sítio do Picapau Amarelo. O grande referencial da literatura infantil brasileira.
Todo pai/mãe que se preza deveria apresentar os livros de ML aos filhos.


Sobre os que querem censurar as obras do autor, só posso sentir uma imensa pena da imensa amargura que reside em suas almas. Estes, com certeza, quando crianças, não devem ter tido doses suficientes da fantasia tão fundamental desta fase da vida!
Ainda: o que o cinema brasileiro ta esperando para adaptar as obras dele, hein?  

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Poderia ser uma série. E boa

Em fase de bloqueio criativo na TV, para que os seriados não entrem em decadência, poderiam abusar de adaptações de boas obras ou sagas literárias.
Ta certo que dependendo de quais mãos caia o roteiro, a coisa desanda. Ficar longe de Damon Lindelof já é um bom começo.
Poderiam render séries bacanas:

As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley. Morgana é o grande destaque desta versão da saga do Rei Arthur, narrada com olhar desfocado da moral cristã que prevalece em outras versões da lenda.
Finalmente veríamos Morgana não como bruxa má, ávida por poder, mas como uma personagem complexa e interessante. Ainda que existam outros grandes personagens, como Viviane e Morgause, é mesmo Morgana a protagonista aqui.
O filme já feito é superficial e patético perto do que poderia ser, se bem adaptado. Aliás, um único filme jamais conseguiria captar a essência da obra. É o tipo de saga que não cabe em 120 minutos.
Os quatro livros renderiam, no mínimo, quatro temporadas no melhor estilo Greys´s Anatomy medieval.



O Guia do Mochileiro das Galáxias, obra-prima da ficção científica nonsense de Douglar Adams é outra joia esperando uma adaptação completa. O filme até que conseguiu passar o espírito da coisa, mas foi resumido demais.
Um problema seria a audiência. O estilo e o texto de Adams está anos luz da assimilação do público médio, mas não custa sonhar que a trilogia de cinco livros (é assim mesmo que ele define), repleta de figuras hilárias e uma visão debochada da Vida, do Universo e tudo mais (um dos títulos) ganhasse uma série com quatro ou cinco temporadas.
A narração em off com as explicações do Guia seria essencial. Também deveriam escolher com cuidado o elenco. E no roteiro, especialmente, deixem o senhor Damon Lindelof  bem de longe, pelo amor dos nerds que ainda existem. Seria um crime ver um final moralista nesta obra tão desprovida de parâmetros tradicionais...   
A estória parte de Arthur Dent, um típico inglês que, acordando e descobrindo que não só Ford Prefect, um de seus melhores e únicos amigos, é um extra-terrestre, mas também que a Terra está prestes a ser destruída pelos Vogons (uma raça alienígena extremamente burocrática e mal-vista em toda a Galáxia) para dar espaço a uma nova via hiperespacial intergaláctica. (da Wikipedia).
É só o começo para trocentas situações jamais imaginadas. Aprenda a voar, descubra quem colonizou a Terra, qual era seu propósito original e quais as espécies mais inteligentes do planeta, passe uma noite na festa mais longa do mundo e claro, almoce no Restaurante do Fim do Universo (segundo título). É tanta coisa bizarra, genial e hilária, que só lendo. Não entre em pânico e leve sua toalha.    


Silmarillion, de J RR Tolkien.
Em um filme é mesmo impossível adapatar. Em uma saga cinematográfica, talvez. A melhor forma, contudo, de dar vida aos contos sobre a criação da Terra Média e todos os povos, criaturas e acontecimentos que levaram a estória até a era onde se passa o Senhor dos Anéis é apostar em uma série. Se dividida entre as cinco partes do livro, seria difcil conseguir ganchos entre as temporadas? um pouco, mas nada que uma mente criativa não resolva. Chamem Peter Jackson, please. E mantenham DL afastado. 


E aí, tem outras ideias?