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sexta-feira, 18 de março de 2011

Toma Ryan Murphy! Foo Fighters também não quer Glee

Ta na hora do criador de Glee descer no pedestal de diva que criou para sua série. E parar de dar chilique.
Cada negativa que recebe de uma banda para utilização das músicas da série, Ryan Murphy dá um piti descontrolado e xinga o autor da rejeição.
Agora foi a Foo Fighters, por meio do seu vocalista Dave Grohl, se pronunciar deixando clara a posição da ótima banda. "Você não deveria ter que fazer a porra de Glee. E daí, o cara que criou a série fica super ofendido quando nós não, tipo, imploramos para estar na porra da sua série. Foda-se o cara por pensar que todo mundo tem que fazeer Glee", desabafou!
Antes, Slash - pelo Guns - e a banda Kings of Leon negaram ceder as músicas. 
Pelo rumo que Glee tomou, melhor preservar as músicas mesmo. Quem quer ver seu som virar um eletrônico melô versão teen mixado com a musiquinha do mês da cantora teen da quinzena? 
Além do mais, a série tá uma bobagem só. Chata! 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Enquanto isto, nas séries

No geral, temporada mediana. Por isto mesmo, tenho dedicado mais espaço ao cinema no blog.
E, claro: é tudo opinião meramente pessoal. Como é a da grande maioria dos blogs, né...

Universo paralelo sem sal. BOlívia sucks
Já deu
Fringe já deu pra mim. Muito elogiada por todos, a série de ficção me cansou quando viajou na máquina de acabar com o mundo que conhecemos e que funciona em contato com o cérebro do carinha sem carisma. E teve o povo sem classe do universo paralelo. Odiei todo mundo e parei, por enquanto.
Outra que já falei e que já deu é House. Apaixonado e trocando fralda de criança foi demais. Vejo de vez em quando porque o marido gosta. Até tem tido uns episódios melhorzinhos, mas está muito irregular.Foi pro meu limbo de séries mesmo.

Declínio
Elogiei demais Glee ano passado. Mas a coisa deu uma derrapada pavorosa e ta em queda livre. Começou pela qualidade musical, que tem sido lamentável. Hitisinhos efêmeros e destruição dos poucos clássicos, está evidente que a série está sendo pensada para vender cd para adolescente.
A estória perdeu o encanto.Tudo tão politicamente colocado para atingir ou agradar certos grupos que ficou chato. Estou dando um tempo. Ryan Murphy já seu recado. Agora chega de advogar em causa própria, ta na hora de ser profissional.
ps - alívio que o Gun´s não tenha permitido o uso de suas música.

Empolgada 
Nunca foi um primor, teve momentos muito especiais (como as várias participações especiais) e outros de lascar a paciência (Lana), mas deixará saudade. Smallville se despede com a temporada - no todo - mais bacana de ser assistida para quem é fã do casal Lois e Clark. Curto cada momento e episódio - até os menos inspirados. Afinal, é o climax do surgimento do Superman. Menção honrosa às tantas referências ao filme e ao Clark criado por Christopher Reeve!
E me pergunto: por que a série teve que ter, e por tanto tempo, a megachata da Lana fazendo até o Clark ser chato?? por que???

Na média
Greys Anatomy segue na média. Cansei do núcleo lésbico (nada pessoal, nem preconceito), mas Cristina e Meredith seguram muito bem o dramédia, que no geral, é legal e tem alguns episódios muito bons. Não dá para dispensar.

Acima da média
O que começou puro guilt pleasure é das poucas séries que não deixo para a próxima semana. Vampire Diaries é muito dinâmica e desenvolve as estórias em arcos curtos, que vira um vício. Entre vampiros, bruxas e lobisomens, a coisa gira, sabe. E tem sua própria mitologia. O que é muito interessante em qualquer série.
Pode não ter os melhores atores, nem os mais incríveis diálogos do mundo, mas é muito divertida. Outro mérito é não insistir em personagens chatos. É uma fórmula simples que estão esquecendo de usar na TV: não enrole com o que não poderá explicar decentemente e faça a coisa acontecer.  

Estreias promissoras
Ou ando com enjoo crônico de seriados ou a criatividade está em falta mesmo. Das estreias, raras me despertaram atenção e fizeram parar para assistir. Mesmo assim, enrolei um tanto e foi só no feriadão que arrisquei.
Lights out - drama sobre boxeador aposentado no auge de uma curta carreira. Sou fã de Rocky, saga de superação de Sly, sabem né... Talvez por isto, gostei do episódio piloto, que lembra o drama de Rocky V - pugilista que apanha mais do que alguém pode aguentar, é obrigado a parar de lutar por risco à saude e pressão familiar e fica sem dinheiro. Elenco legal, estória confere, tema novo em seriados. Ta na lista para seguir sim.
Outra que gostei muito foi Camelot. Seriado superprodução sobre a lenda do rei Arthur, do canal Starz (Spartacus). Aqui a estória parte da morte do rei Uther já. Tem Morgana bem má, Merlin com personalidade, paisagens bonitas, figurino divino. E é bem apimentado!! Gostei muito do episódio piloto da série, que começa pra valer em abril. Ainda aguardo, contudo, uma série que revisite a maravilhosa saga Brumas de Avalon...

Atualizando e aguardando
Por fim, sigo tardiamente com True Blood. Terminando a segunda temporada e já aguardando a quarta. Mesmo com todas suas bizarrices, adoro! 
   

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011: bem mais legal que o Oscar e o Emmy

Sempre prefiri assistir a cerimônia do Globo de Ouro. Além de mais à vontade, os vencedores são mais "cultura pop", geralmente, do que o Oscar e da panelinha chata do Emmy. 
A verdade é que nestas premiações, costumamos ser mais torcedores do que outra coisa. E os críticos também. Por mais que o cara entenda da parte técnica, vai ter predileção por uma ou outra obra que simpatize. Impossível uma análise fria.
No Globo de Ouro deste ano, destaco as vitórias de A Rede Social, dos atores e da série Glee (só para calar a boca do povo que acha que gostar de Modern Family é ser mais descolado) e da homenagem a Robert de Niro, grande ator que adoro. Também foi merecida a comoção provocada pela aparição de Michael Douglas, que anunciou estar curado do câncer.

Melhores momentos.  

                    

Vitória de Glee


Vencedores
Cinema
Filme - drama: A Rede Social   - legal!
Ator - drama: Colin Firth, de O Discurso do Rei
Atriz - drama: Natalie Portman, de Cisne Negro
Filme - comédia ou musical: Minhas Mães e Meu Pai
Ator - comédia ou musical: Paul Giamatti, de  Minha Versão para o Amor
Atriz - comédia ou musical: Annette Bening, de Minhas Mães e Meu Pai
Ator coadjuvante: Christian Bale, de O Vencedor
Atriz coadjuvante: Melissa Leo, de O Vencedor
Direção: David Fincher, de A Rede Social - merecido!!, como todos os demais do filme
Roteiro: A Rede Social
Filme estrangeiro: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)
Animação: Toy Story 3 -  sei lá, acho superestimado
Trilha sonora: A Rede Social
Música original: You Haven't Seen the Last of Me, de Burlesque
Cecil B. DeMille (homenagem): Robert De Niro  - muito merecido!!!!!
TV 
Série - comédia ou musical: Glee - UHUUUUU ! - chupa Modern Family e seus fãs xiitas
Ator - comédia ou musical: Jim Parsons, de The Big Bang Theory
Atriz - comédia ou musical: Laura Linney, de The Big C  - não entendo como pode ser considerada comédia se trata de câncer!
Série - drama: Boardwalk Empire
Ator - drama: Steve Buscemi, de Boardwalk Empire
Atriz - drama: Katey Sagal, de Sons of Anarchy - sempre gostei dela, deste o hilário Married with Children
Ator coadjuvante: Chris Colfer, de Glee - super fofo!!
Atriz coadjuvante: Jane Lynch, de Glee - Sue Silvester forever!!!!
Telefilme ou minissérie: Carlos
Ator em minissérie ou telefilme: Al Pacino, de You Don't Know Jack - ele sempre merece!!!!
Atriz em minissérie ou telefilme: Claire Danes, de Temple Grandin

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010


E assim foi 2010.
Essas listas são sempre pessoais e discutíveis. Puxando a memória, alguns fatos pops que fizeram o ano.

Por mais que eu tenha xingado, o fim de Lost fez história. Para o bem, a última cena. Para o mal, a falta de costura e sentido dos fatos da 5 temporadas anteriores, o after life desnecessário e a queda da máscara de Carlton Cuse e Damon Lindelof, que realmente não sabiam o que estavam fazendo. By the way, Jack morrendo ao lado de Vincent foi tocante - e o melhor de toda a sexta temporada.

Sem títulos, mas reforçando o mito de que corintiano vive do amor ao time e não só de vitórias, o Centenário do Timão foi emblemático para um time que sempre renascerá das cinzas - e vencerá o São Paulo - CPF na nota, freguês?

No ano de piadinhas via twitter, uma das mais criativas foi a Jonnhy Activia Walker - cagando e andando pra tudo e todos, a filosofia ideal para 2011, aliás. 

Falando em humor, minha franquia preferida de animação chegou ao fim: Shrek Para Sempre encerrou dignamente a mais criativa das obras do gênero. Inovação que veio também, mais uma vez de James Cameron, com Avatar. Se o roteiro não foi daqueles, a concepção do mundo dos azuis foi sensacional. 
O cinema teve, ainda, entre os bons momentos, um daqueles filmes dos quais todo mundo fala. A Rede Social trouxe reflexões, boas atuações e uma história impossível de ser ignorada, a de que neste novo mundo de conexões virtuais, os relacionamentos continuam baseados nos mesmos pontos fracos da humanidade: traição, amor e dinheiro.
Atrasada dez anos, descobri Harry Potter e devorei todos os sete filmes, incluindo a primeira parte do livro final. As Relíquias da Morte foi curtido na sala escura, como devem ser todas as grandes produções pops. Preconceito é mesmo uma merda, né. Anda bem que sempre da tempo de vencê-lo.

Já a TV teve um ano estagnado em novidades. O que valeu, no fim de tudo, foram as segundas temporadas de séries lançadas em 2009. Glee foi fofinha, falou de coisas sérias e fez chorar. Já com Vampire Diares, me diverti horrores com a série mais movimentada dos últimos tempos. Como li em algum lugar, realmente, seus roteiristas não têm preguiça!


E no evento futebolístico, o futebol foi de menos. Teve o beijo que roubou a Copa e o Polvo Paul vidente. Que já partiu, tadinho. 

O ciclo da vida é mesmo sacana. Que o diga o encantador de cães, Cesar Millan (quem tive o prazer de entrevistar durante o ano, meu grande feito pessoal!), que perdeu seu maior parceiro, Daddy, embaixador dos pitbulls, que provou que o preconceito com os cães da raça é uma grande bobagem. Rest in peace, Daddy.  E o ciclo da vida levou o diretor do melhor filme da saga Star Wars, O Império Contra Ataca. Rest in peace, Irvin Kershner. 

Que 2011 nos traga felizes e pops momentos para marcar nossa existência! Como deve ser...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Glee e o dom de saber contar estórias

Saber despertar da emoção sem fazer dela um aparato pra desviar atenção de uma trama mal contada ou de outras falhas de produção não é para qualquer um e a equipe de Glee tem provado que não usa da emotividade da audiência à toa.
Temas delicados e atuais fazem da série uma das maiores divulgadoras da filosofia de tolerância (para todos). E são tratados com a delicadeza e seriedade. O centro desta primeira parte de temporada, que vem enfocando Kurt e o bullying teve o ápice no episódio Furt (s2e8). Um dos memoráveis da série até aqui, teve uma carga emocional tão forte, que foi difícil não chorar e gostar ainda mais de Kurt, um personagem bem humano, totalmente verossímil, com defeitos, mas tão cativantemente corajoso, que não suportou o assédio do machão enrustido que fez da sua vida um inferno.
Isto com um fundo bem criado; o casamento do pai, a (finalmente) aceitação de Finn. Envolvendo o elenco todo na defesa de Kurt, inclusive a vilã(que não é tão vilã assim) Sue Silvester, além de mostrar a verdadeira face da incapacidade de ações concretas, o episódio ainda deixou no ar a influência do assédio na formação de persoanldiade das vítimas. Se Sue se transformou em um conjunto de artilharia e defesa humana, também se distanciou das pessoas ao ponto de prmover um casamento com si mesma. Foi uma metáfora muito bem sacada para o resultado do que ela sofreu. E teve a questão materna...
Uma trama assim que ainda consegue fazer rir (com Britany dormindo no casamento) e embrulhada por performances super inspiradas realmente, não é para qualquer um fazer não...

Me apaixono por Glee cada dia mais. Série despretenciosa, que tem sido tanto mais do que imaginamos! 


O casamento mais fofo do mundo...




E o que nos espera no próximo!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Erros e acertos das nossas séries de cada dia...

Em minha humilde opinião, claro...

Life Unexpected (LUX) vai se despedindo. E a culpa é toda dela...Ou melhor, de seus roteiristas, estes seres às vezes tão geniais, mas outras tão incapazes de enxergar o óbvio.
Lux começou muito bem. Teve uma primeira temporada "fofa", curtinha, daquelas que deixa vontade de mais. Só que a segunda trouxe o desastre. A perda de habilidade de apostar no que a série tinha de melhor decretou seu fim - que se não está confimado oficialmente, parece inevitável ao ponto da própria protagonista, Shiri Appleby (musa do marido) ter anunciado no seu facebook.
Muitos cancelamentos são injustos. Mas LUX procurou o destino fatal. Todo charme da primeira temporada era por conta da química que existia na relação tumultuada de Cate com Baze. Mais até do que o entrosamento com a filha, o quase romance quase ódio entre os dois foi o que de melhor a série teve. Tanto que seu melhor episódio foi o da viagem deles com Lux (1x12). O trecho quando cantam Starship é o típico clichê que vale ser repetido e que fez da série uma das mais agradáveis de assistir dos últimos anos.
Mas não sei por que cargas d´água resolveram deixar este clima bacana no passado. Foram só 13 episódios, caramba! Pra que mudar o enfoque já? O fato é que a 2º temporada começou com uma mar de dramas chatos, um casamento totalmente sem química entre Cate e Ryan, que se tornou o mala da série com seus draminha quero bebê, etc. Baze vestindo terno e gravata e correndo atras daquela loira com cara de tangerina!!, o bar saiu de cena e a Lux ficou todos os episódios correndo atras do professor bolacha...
E o relacionamento mãe e filha quase que nulo..as duas só se encontram no fim dos episódios para chorar as mágoas, perceberam? Quem tinha esperança (como eu) de reviver um pouco daquele clima de Gilmore Girls logo percebeu que tava sonhando.
O que era fofo se tornou chato, arrastado e repetido.
Sem grandes expectativas, a série deve ter um desfecho. Torço muito para que Ryan e a loira desapareceram de alguma forma e que tenhamos, mesmo que só nos minutinhos finais, um pouquinho daquele encanto da temporada passada. Com Kate e Baze juntos, claro.
No mais, rest in peace LUX.




Boa mão - Mas tem gente muito inspirada por aí. Como as equipes criativas de Glee e de Vampire Diares.
Glee continua com ritmo impecável. Depois do especial de Rock Horror Show, o episódio Never Been Kissed provou o que to falando: não invente moda se não tem competência, aprofunde-se no que tem de melhor. No caso de Glee: bons números com música pop, humor e sensibilidade nas coisas sérias. Sem empurrar descaracterizações, a série descompromissadamente consegue ser certeira em temas que podem soar forçados ou piegas. Foi muito feita a exploração do "enrustido" que agredia Kurt e da aparência física da treinadora de futebol. Tapa na cara de intolerantes e xiitas de todos os níveis e temas...
E meu guilt pleasure favorito (tenho vários) ta sendo a melhor coisa que to assistindo este ano na TV. Vampire Diares consegue ser agitado em todos os episódios. tem tramas novas sem descaracterizar a série, torna os personagens mais interessantes, mata logo quem tem que matar sem pena, novos vampiros, lobisomens, enfim, o divertimento perfeito sem dramas nem tempo a perder! 
 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MJ em Glee?? Demorô!!!!

C@c#T#!!

Sorry pela empolgação, mas faz tempo que venho sonhando com isto: um episódio de Glee sobre Michael Jackson! É óbvio que uma série que transpira a cultura pop da música tinha que homenagear o maior ídolo ever da categoria....

Enfim o que era já deveria ter acontecido está finalmente ganhando forma de que pode ser realizado em breve. Crescem os murmúrios de um episódio especial (acho que deveria ser duplo, hehe) com o rei do pop.
O movimento, que tem até blog com mensagens de celebridades e sugestões de set lists com os possíveis intérpretes e página no Facebook, se tornou oficial com pronunciamento dos atores sobre a vontade de interpretar as músicas do idolo.
Há também, já por parte da equipe de produção, sinalizações de que o episódio está em fase de pré produção, ao menos.
A última notícia é que o megaepsisódio - sim, seria histórico, mega, super, hiper - pode acontecer na final do Superbowl, aquele "o" evento televisivo que bate todos os recordes de audiência e tem na cola o show de maior prestígio do momento. Que será Glee o show, isto está certo, mas ainda não foi confirmado sobre o epi ser de MJ.
Embora seja a intenção, parece que guardam na manga, como segunda intenção, um especial com músicas de Bruce Springsteen, o que pra mim seria frustrante!

Vamos torcer para que não haja embaraços com a liberação das músicas por parte da família "desinteressada" de MJ...
O vídeo tem os atores falando sobre o assunto. É antigo, do ano passado, mas o assunto tem sido notícia nos sites internacionais recentemente. 

domingo, 10 de outubro de 2010

Glee e as coisas sérias

Glee é uma grande brincadeira que homenageia a cultura pop. Muitos criticam o roteiro, que em alguns episódios parece - e é - mesmo fraco. O que demorei um pouco para entender é que às vezes a estória é apenas pano de fundo para uma homenagem, como foi o episódio com as músicas de Madonna.
Por não ser sua fã, claro que a overdose de números musicais foi um porre para mim. O que não desmerece existência do episódio diante do que a cantora representa para a cultura pop e do imenso número de fãs.

Glee se consolida como a série "querida". E se sabe brincar, inclusive com ela mesma, sabe tratar de temas sérios com muita dignidade e sensibilidade. Tem sido assim com a abordagem da relação de Kurt e seu pai. A aceitação da homoxessualidade do filho por um pai "machão" não soa hipócrita e politicamente correta, mas sincera e comovente.
A sinceridade se estende à aceitação geral e o homofobismo disfarçado que existe por aí. Finn, por exemplo, quando se vê obrigado a conviver com Kurt na mesma casa, surta e acaba destilando o preconceito presente em grande parte da sociedade. É o tipíco "Não tenho nada contra desde que não tenha que conviver". E que foi maravilhosamente lembrado por Burt, o pai que aprendeu a respeitar o filho gay.
Em uma cena da temporada passada (episódio 20), Finn surta com Kurt: ....e então essa cobertura de sofá bicha. Ao presenciar a cena, Burt lança um dos melhores textos da série: "Ei! ...Se usa essa palavra, está falando dele. Usa a palavra "preto"? E "retardado"? Chama aquela garota de retardada? Não. Mas acha normal vir à minha casa e dizer "bicha"? -Eu sei o que quis dizer! Acha que não usei essa palavra quando tinha a sua idade?Se alguém se cansava no treino, falávamos para deixar de ser bicha. Era o mesmo significado que você usou. Que ser gay é errado, que é uma infração que merece ser punida.
Achei que você era diferente...que você era de uma nova geração de homens, que pensava de modo diferente. Que já saberia de algo que levei anos de esforço para entender"
.

Na última semana (episódio 02×03/Grilled Cheesus), a série acertou novamente ao falar de religiosidade ou, a falta de. Em um episódio mais dramático do que o normal -  e a própria metaliguagem destacou o fato. Em um momento, uma personagem, acho que foi Santana, soltou: Semana passada era sexo, esta é religião!, referindo-se ao episódio com Britney Spears - Glee conseguiu tocar em pontos polêmicos sem se esquivar e honestamente. Mostrou diferentes visões e religiões na repercussão da doença de Burt e foi mais fundo ao relacionar o ateísmo de Kurt com a intolerância das religões à homoxessualidade.
Intolerância, alías, foi o foco. Claro, é o que nunca falta quando quando se fala de religião. Tanto da parte dos descrentes, quanto dos crentes, há a inevitável tentativa de persuadir o "outro lado"  juntar-se ao seu lado da Força.
Por bem, como deveria ser sempre, prevaleceu a tolerância (aí entrou a ficção). É óbvio: cada um tem o direito de crer ou não. E de encontrar paz seja no que for. O importante é que não faltou verdade.
Enquanto Glee continuar conseguindo imprimir sinceridade a temas potencialmente polêmicos, embrulhando estas coisas sérias que precisam muito ser abordadas em pura cultura pop da melhor qualidade, será a minha série mais querida. Fiel ao que se propõe e corajosa na medida certa, Glee é o que de melhor temos em cultura pop atualmente no entretenimento televisivo.




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Freak e legal - The Rocky Horror Picture Show

Bom descobrir coisas legais...
Pelo Telecine Cult, ontem, conheci tardiamente The Rocky Horror Picture Show, o musical lançado em 1975 e cultuado até hoje como uma das mais criativas e divertidas obras da sétima arte.
Comédia de horror que abusa da bizarrice e do sarcasmo, é estrelada por uma Susan Sarandon em começo de carreira. O roteiro e o proprio teatro do absurdo: casal de noivos tem carro quebrado em noite de tempestade, acabando em estranho castelo para pedir ajuda. O local, oras, é habitado por alienígenas do planeta Transexual, liderados por um anfitrião transformista e bissexual, que cria um ser para lhe dar prazer. 
A linguagem é anos 70. A trilha é rock. O que se vê é quase inacreditável. 
Transitando habilmente entre o trash e o cult, The Rocky Horror Picture Show entrou para a história por ter despertado a interatividade muito antes da internet, dos ARGs e da interação das mídias. Sem apelo às massas, lotava as poucas salas de exibição nos EUA onde passava principalmente na sessão da meia noite. Tão legal quanto o filme, eram as performances de jovens - bem loucos ou não - que cantavam, dançavam,  e interagiam com os atores durante a exibição. O fenômeno é ilustrado muito bem no filme Fama - de 1980 - outro cult da época.
Além de Fama, o musical é regularmente citado em diferentes obras. Gilmoe Girls,os Simpsons e vários outros, aos quais se junta em breve Glee. A série terá um episódio em homenagem ao já lendário musical. Deve ir ao ar no Halloween. Bem apropriado!Fala-se também em remake, claro. A conferir...

Segundo a Wikipedia, The Rock Horror Show está em cartaz em Munique até hoje, detendo o recorde mundial de maior tempo de permanência. O filme passa na sessão da meia noite.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

A sempre chata e nada pop festa do Emmy

A abertura do sempre mais do mesmo Emmy - por um número musical com parte do elenco da divertida Glee, Jorge Garcia (Lost), Nina Dobrev (Vampire Diares) e outros - foi um dos raros bons momentos do tedioso prêmio, que tem sido especialmente moldado para fazer crer a quem quer acreditar, que tv é para descolados e intelectuais.  Ah, ilusão!
Além da vitória de Jane "Sue Silvester" Lynch, raríssimas escolhas tiveram o tom pop que a tv americana tem de verdade.


Como no Oscar, os votantes gostam de parecer elitizados e escolhem sempre a turminha do queridinho da vez. Ah, que chatisse!Mad Man (zzzzzzzzzzz) de novo? O clichê moderno Modern Family vencer Glee? Atores chatos da superestimada e doentia Breaking Bad levando tudo?
Ah, este povo não sabe se divertir, né...Emmy sucks!