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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Rocky é o máximo! né, Adrian...

"Deixe-me te dizer uma coisa que você já sabe.O mundo não é um mar de rosas. É um lugar ruim e asqueroso. E não importa quão durão você é...ele te deixará de joelhos e te manterá assim se permitir.
Nem você, nem eu, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Mas não se trata de quão forte você pode bater. Se trata de quanto aguenta apanhar e continuar seguindo em frente. É assim que a vitória é conquistada!
Agora, se você sabe seu valor, vá e o conquiste. Mas deve estar preparado para ser atingido e não ficar apontando para os outros dizendo que não está onde queria por causa dele ou dela ou de qualquer um!
Covardes fazem isso, e você não é! Você é melhor que isso!"
Rocky Balboa, "O" Cara!
Quem nunca quis subir correndo a escadaria do Museu de Arte da Filadélfia, que pule este post.
Sem vergonha, admito: eu adoro Rocky Balboa e seus seis filmes (o 5º menos). O personagem criado por Sylvester Stallone é o melhor símbolo de superação da história do cinema, o mais pop e divertido ícone de autoajuda e o lutador mais inspirador existente na fusão dos mundos real e imaginário.
O mais legal é o paralelo entre criatura e criador. Rocky é a autobiografia de Stallone. Ator mediano, olhos caídos e voz abobada resultante de problemas no parto, ser humano desacreditado e motivo de piada, o Corinthians do cinema, Sly venceu tarde e por teimosia.
Escreveu o roteiro de Rocky, um Lutador e insitiu em protagonizar enquanto nenhum estúdio aceitava sua presença no filme. Quando conseguiu, virou campeão de bilheteria, ganhou Oscar de melhor diretor e melhor filme. É ou não superação?   
O filme de 1976 é, notadamente e declaradamente, uma analogia de sua vida. Lutador mediano, sem grandes chances na vida, que agarra a oportunidade de lutar com um grande campeão - onde seria um joguete para promoção do campeão apenas - e a usa como um colete salva vidas no meio do naufrágio. Metaforicamente, o filme era este colete na vida de Sly..
A partir de então, Stallone construiu uma carreira vitoriosa e de sólida. Goste ou não do estilo violento, é preciso respeitar o portifólio do cara. Rambo, Cobra, O Demolidor, Os Mercenários. Tentou comédias. Obteve vários sucessos, mas Rocky sempre foi o personagem preferido de Sly, óbvio. E a série continuou com sucesso até o lendário Rocky IV, quando o lutador enfrenta um boxeador russo tipo "máquina da morte" no auge da guerra fria. É deste filme um dos discursos mais legais, no qual Rocky conclama russos e norteamericanos a se entenderem.


Inspiração

A fórmula de Rocky é simples: o contexto dramático onde tudo sai errado, a reviravolta - geralmente inspirada por sua musa Adriaaaaan - o clipe fantástico de treinamento e a luta, sempre apoteótica. E funciona, como funciona! O coração de Stallone surge na ingenuidade e na força do personagem, tornando a obra uma das mais inspiradoras do cinema. Você assiste Rocky e tem vontade de sair enfrentando tudo e todos que te aporrinham!
Tudo foi perfeito até Rocky V. O único filme sofrível da série "coincide" com o início da decadência da carreira de Stallone. A franquia parecia acabada. Quando ele anunciou Rocky Balboa - ou Rocky VI, popularmente referido, a piada pronta rendeu descrédito geral.
E once e again, o cara foi lá e calou a boca de todos - até a minha. Rocky Balboa é o melhor filme de todos. É uma celebração do personagem, do ator, uma homenagem aos fãs. É não só é muito bem feito, como é tocante, emocional e faz você pensar sobre sua trajetória pessoal. Lembrar não só dos filmes anteriores, mas das surras que levou da vida. 
E novamente é a metáfora do momento de Sly. Praticamente sem projeção, ele insite em retomar o que o fez ser grande e sair do ostracismo. Mais uma vez como zebra, Rocky mostra por meio de alguns diálogos, sua relação com a fama e a vontade de retomar tudo o que foi. São frases chaves como "Você mostra que o coração é o que envelhece por último"; "Não sabia que seria tão difícil abandonar tudo isto". Além, claro, do grandioso discurso para o filho (acima destacado): "Se trata de quanto você consegue apanhar e continuar seguindo em frente".

O clipe de treinamento - referencial para grande parte dos filmes de esportes daí em diante - envolve métodos de treinamento que Rocky usou em todos os filmes anteriores, claro, acabando no alto da escadaria do Museu de Arte, agora na companhia de um cão vira-lata adotado de um abrigo, o Soco. E Stallone cai de vez nas minhas graças por tocar neste tema.
A luta final é catártica, apoteótica e te faz levantar e gritar: Vai Rocky!!!!!! É puro coração. Um final super digno para um personagem fudamental para a cultura pop. E para muitos da minha geração.
Rocky não ganha a luta. Como no primeiro filme, o que importa é a superação, no caso, chegar ao último round batendo forte, mostrando que continua tendo capacidade de apanhar e levantar. E uma frase do filho durante a luta dá o recado para todos que tripudiaram sobre a realização do filme: "Ninguém ta rindo agora, pai".
E se, por acaso, e já li algo por aí, surgir Rocky VII, eu volto para o cinema correndo, com o mesmo ímpeto que subiria a escadaria famosa. Com certeza. Rocky Forever!




Curiosidades 
  • Não, o ator que faz Apollo Creed não é o mesmo que faz Lando Clarissian em Star Wars.
  • O cão de Rocky no prmeiro filme era dele mesmo. Também no filme, aparecem o pai e o irmão do ator.
  • Os estúdios queriam Ryan O Neal para fazer Rocky.
  • Alguns personagens são brevemente retomados em Rocky Balboa, como o lutador Spider - da primeira luta de Rocky I - e a pequena Marie.
  • O ator Milo Ventimiglia foi escolhido por Sly para interpretar o filho de Rocky por ter também o chamado fórceps morto, ou boca torta.
  • O filho de Stallone, Sage Satallone interpretou o filho do boxeador em Rocky V.
  • Antonio Tarver, intérprete de Mason Dixon, campeão mundial de meio-pesados, se afastou dos ringues em 2006 para interpretar Dixon.

Clipe com vários momentos dos treinamentos de Rocky, sempre ponto fundamental e empolgamente dos filmes


Vários momentos da saga, ao som de Eye of the Tiger, outro ícone da série

Clipe dos créditos de RB, com o povo se acabando ao subir a lendária escadaria. Muito legal! 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tempo que passa - Cemitério Maldito

Da obra de Stephen King, Cemitério Maldito (Pet Sematary - 1989) é um daqueles trashes clássicos legais de rever. Efeitos toscos, atores, na maioria, ruins, se encaixa perfeitamente na categoria "é bom porque é ruim", sabe. Tanto que está na programação do Telecine Cult, este mês.
E tem Ramones na trilha sonora!
Ah, vem refilmagem por aí...
Sinopse - O filme gira em torno da ressureição de animais e, principalmente, pessoas mortas e enterradas em um cemitério indígena, mais conhecido como "Cemitério Micmac". A família Creed muda-se para uma nova casa em Ludlow, Maine, e faz amizade com o vizinho, Jud Crandall. É este novo vizinho que conta sobre o cemitério maldito, localizado atrás de um "cemitério" de animais, feitos por crianças tristes (cujos animais foram atropelados na auto-estrada).

ps - Enterrei minha gata no jardim, torcendo para que o terreno tivesse sido, um dia, um cemitério indígena. Até agora, nada...

Elenco, ontem e recentemente

O bebê fofo, que volta dos mortos, Cage Creed, ficou assim, meio esquisitinho, ao que parece. O ator fez uma infinidade de participações em séries como Veronica Mars e Roswell e filmes como Um tira no jardim da infância e A Hora do Pesadelo 7 , além de tentar a música. Ah, o ator é Miko Hughes.


Dale Alan Midkiff, que foi o médico Louis Creed. Tem feito séries como Criminal Minds e Lie to Me


Blaze Berdahl, a garotinha neura que sonhava com todo mundo morrendo, Ellie Creed. Fez Frasier e Third Watch

Fred Gwynne, que foi  Jud Crandall, o "gênio" que apresenta o cemitério para o dr. Aqui a curiosidade é o papel anterior de Fred, Herman Monstro, no seriado Os Monstros. O ator morreu em 1992. 

Crédito - A pesquisa de imagens foi do maridão, Sérgio Belintani.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Cinema de Férias

Tem hora para tudo. Férias é para diversão.
Então, no cinema, nada de social e muito pragmático combina com a época, não...

Entre as opções que caem como uma luva para o período, conferi três bem bacanas.

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
Primeira parte do final da saga, foi acusado por muitos de ser caça níquel. Mentira. Ta certo que a decisão de dividir o livro em duas partes uniu o útil ao agradável, contudo, é inegável o melhor aproveitamento da experiências pelos fãs. Quem derá o Retorno do Rei - livro três do SDA - também tivesse rendido dois filmes.
Fato é que tendo assitido uma só vez no cinema, estou ansiosa por uma versão boa para download para rever, tanto foi o impacto causado.
Passada totalmente fora de Hogwarts, a aventura de Potter, Hermione e Ron é tensa do início ao fim, sombria e chega a ser introspectiva em muitos momentos. O que mostra o que vemos desde O Cálice de Fogo, que a estória deixou de ser leve e infantil há tempos (isto acontece desde A Câmara Secreta, pois o Prizioneiro de Azkaban ainda é light, mas já não mostra uma evolução significativa dos personagens e da estória - é meu capítulo preferido, na verdade).
A parte técnica continua impecável, com efeitos grandiosos, cenários caprichosamente preparados. E a molecada - como cresceu, nossa! - também evoluiu muito na interpretação. 
Mal posso esperar pelo capítulo final. que chega só em julho.

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada
Terceira adaptação da obra de C.S. Lewis, a aventura é a cara de férias.os irmãos Pevensie, Edmundo e Lúcia, retornam à Nárnia, agora com o primo Eustáquio. O filme é leve, divertido, tem fantasia, encanto e segue bem o estilo de narrativa e roteiro da adaptação do Príncipe Caspian, também de volta à estória (e que tá parecendo um modelo Calvin Klein, sério, ta lindo), o que o torna mais ágil e movimentado do que o primeiro: O Leão, A Feiticeira e o Guarda Roupa. A solução de narrativa do filme e as modificações do livro tornaram a estória bem mais legal, na verdade, que C.S.Lewis me perdoe....
O filme está com boa arrecadação, o que aumenta as chances de novas adaptações das estórias seguintes sobre Nárnia serem filmadas. O que é preciso ter em mente ao assistir qualquer um dos filmes, é que o universo de Lewis é o que tem sido retratado: leve, tem moral no meio e ponto. Reforço este quesito porque muitos criticam o filme por este motivo, o que é estupidez, pois este é o espírito da obra. Goste ou não, este é o tom.
Pessoalmente, mesmo sem ser mega fã de Lewis e do estilo "moral", não me incomodo com a forma como tem sido colocada nos filmes. O que, quem leu os livros sabe, é até mais súti na telal. Algumas passagens do livro são bem mais cristãs, digamos assim. O problema não é ter moral, o problema é quando enfiam moral de forma aleatória, deixando a estória de lado e fugindo completamente do espírito da obra. E não é isto que acontece com a saga.
Enfim, é super fofo e divertido.

Megamente
Não entrei de primeira no espírito da animação, mas quando entendi o que estava no pensamento dos caras da DreamWorks, acabei curtindo bastante. É que com o fim de Shrek, esperava algo que o substituísse e não é o caso.
Aqui a desconstrução é do herói, especificamente o modelo de Superman. É uma verdadeira ode aos vilãos, o que é bem legal. E da margem a uma discussão filosófica sobre determinismo, influência do meio e por aí vai...
Não encontrei em Megamente a mesma sacada sarcástica do filme do ogro, mas é uma estória bem original. E no fim, você ta totalmente absorto, torcendo para o vilão - e querendo uma continuação, o que é um ótimo sinal de que pode sair daí mais uma franquia legal da empresa.
O protagonista - Megamente - é um alíen, que, ao invez de ter sido adotado por uma família super do bem como os Kent, é criado na prisão...O cabeçudo conta com ajuda de um peixe (!) que vive em um aquário sustentando por robô-macaco (+!!). Adorei o peixe! Outro destaque é a sensacional trilha sonora, composta por - pasmem - AC/DC, Rolling Stones, Guns N’ Roses e Michael Jackson.

 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Family "jedis" Guys

Uma das coisas mais hilárias dos últimos tempos, as versões de Family Guy para os três filmes da trilogia clássica de Star Wars têm, obrigatoriamente, que serem vistas pelos fãs da saga de Lucas.
Os episódios especiais Blue Harvest, Something Something Something Darkside e It´s a Trap reproduzem os filmes com uma incrível mescla de homenagem e sátira que só será melhor compreendida por quem conhece os filmes de trás pra frente, de cor e salteado (como euzinha nerd). 
Várias cenas são exatamente reproduzidas em animação com perfeição visual incrível, enquanto outras tantas lendárias são estilosamente detonadas com o melhor tipo de sarcasmo da série, como a clássica cena de Luke nos pôr dos dois sóis de Tatooine.
De quebra, algumas menções a outros filmes. E, claro: humor politicamente incorreto. Obi Wan é pedófilo, Luke chama Leia de puta e por aí vai....
Mas sério: você tem que ver isto!




Family Guy Presents Blue Harvest: ‘R2-D2 Buffering’ Clip
Enviado por EIbrandedcontent. - Temporadas completas e episódios inteiros online.


Family Guy Creepy Old Man Song From Star Wars
Enviado por dvdsuper1. - Assista filmes em destaque e programas de televisão completos.

Ode a John Williams

Sinônimo de cinemão pop de primeira linha, o mestre John Williams criou temas que se confundem com a cultura cinematográfica das últimas décadas. Suas composições ganham vida própria, marcam excepcionalmente mais do que outras, ao ponto de não ser possível, hoje, imaginar, ET, Star Wars, Indiana Jones, Superman e Harry Potter, entre tantos outros, sem elas.
Foi indicado 15 vezes ao Oscar - e deveria ter vencido todas. Mais do que o prêmio, está pra sempre tartuado no inconsciente coletivo da história do cinema. 
 


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010


E assim foi 2010.
Essas listas são sempre pessoais e discutíveis. Puxando a memória, alguns fatos pops que fizeram o ano.

Por mais que eu tenha xingado, o fim de Lost fez história. Para o bem, a última cena. Para o mal, a falta de costura e sentido dos fatos da 5 temporadas anteriores, o after life desnecessário e a queda da máscara de Carlton Cuse e Damon Lindelof, que realmente não sabiam o que estavam fazendo. By the way, Jack morrendo ao lado de Vincent foi tocante - e o melhor de toda a sexta temporada.

Sem títulos, mas reforçando o mito de que corintiano vive do amor ao time e não só de vitórias, o Centenário do Timão foi emblemático para um time que sempre renascerá das cinzas - e vencerá o São Paulo - CPF na nota, freguês?

No ano de piadinhas via twitter, uma das mais criativas foi a Jonnhy Activia Walker - cagando e andando pra tudo e todos, a filosofia ideal para 2011, aliás. 

Falando em humor, minha franquia preferida de animação chegou ao fim: Shrek Para Sempre encerrou dignamente a mais criativa das obras do gênero. Inovação que veio também, mais uma vez de James Cameron, com Avatar. Se o roteiro não foi daqueles, a concepção do mundo dos azuis foi sensacional. 
O cinema teve, ainda, entre os bons momentos, um daqueles filmes dos quais todo mundo fala. A Rede Social trouxe reflexões, boas atuações e uma história impossível de ser ignorada, a de que neste novo mundo de conexões virtuais, os relacionamentos continuam baseados nos mesmos pontos fracos da humanidade: traição, amor e dinheiro.
Atrasada dez anos, descobri Harry Potter e devorei todos os sete filmes, incluindo a primeira parte do livro final. As Relíquias da Morte foi curtido na sala escura, como devem ser todas as grandes produções pops. Preconceito é mesmo uma merda, né. Anda bem que sempre da tempo de vencê-lo.

Já a TV teve um ano estagnado em novidades. O que valeu, no fim de tudo, foram as segundas temporadas de séries lançadas em 2009. Glee foi fofinha, falou de coisas sérias e fez chorar. Já com Vampire Diares, me diverti horrores com a série mais movimentada dos últimos tempos. Como li em algum lugar, realmente, seus roteiristas não têm preguiça!


E no evento futebolístico, o futebol foi de menos. Teve o beijo que roubou a Copa e o Polvo Paul vidente. Que já partiu, tadinho. 

O ciclo da vida é mesmo sacana. Que o diga o encantador de cães, Cesar Millan (quem tive o prazer de entrevistar durante o ano, meu grande feito pessoal!), que perdeu seu maior parceiro, Daddy, embaixador dos pitbulls, que provou que o preconceito com os cães da raça é uma grande bobagem. Rest in peace, Daddy.  E o ciclo da vida levou o diretor do melhor filme da saga Star Wars, O Império Contra Ataca. Rest in peace, Irvin Kershner. 

Que 2011 nos traga felizes e pops momentos para marcar nossa existência! Como deve ser...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sempre ao Seu Lado

Aproveito a estreia do filme no Telecine para revisar um post do ano passado, do blog pessoal.

Cachorro é mesmo tudo de bom. E quando une-se a um maravilhoso ator e uma história real que mais parece um conto de Dickens, nada pode dar errado.
Produzido e estrelado por Richard Gere – que cada dia está mais charmoso – tem o ar do bem que o ator imprime a tudo que faz. A história é uma ode à amizade e a lealdade que só um cão é capaz de personificar e dar veracidade. O cão, aliás, e como geralmente ocorre, rouba a cena, mesmo de Gere. E o olhar e a expressividade do ator canino são uma lição para tantos canastras por aí.
Com sensibilidade equilibrada nas interpretações e no roteiro, Sempre ao Seu Lado em nenhum momento é piegas. O tom leva ao drama, o que seria impossível evitar dada à história (que é real), mas sem cafonice.
O resultado é um daqueles filmes que te causam uma experiência. E bem uma das que justificam a existência da sétima arte.  Porque o cinema, mais do que impressionar, discutir ou criar ídolos, deve encantar ao contar uma história, seja real ou não.

Agora, confesso: fiquei sem ar no cinema. Eu queria chorar de soluçar…


Sempre ao Seu Lado é a adaptação de um famoso conto japonês sobre um cão da raça Akita, chamado Hachiko. Este conto tornou-se símbolo da fidelidade para o povo japonês. ”Hachi”, acompanha seu mestre Parker (Richard Gere), um professor universitário, até a estação de trem toda manhã para vê-lo sair e depois retorna à estação todas as tardes para saudá-lo ao final do seu dia. A natureza emocionalmente complexa do que se revela quando sua rotina descomplicada se interrompe é o que faz da história de Hachi um conto contemporâneo; a devoção fiel de um cão ao seu dono expõe o grande poder do amor e como o mais simples dos atos pode se transformar no maior gesto de todos.
Sinopse da UOL